O antigo sistema
de intercepção e destino final dos esgotos da
Cidade do Porto data dos finais do século XIX, e baseia-se
no sistma adoptado pela firma Hughes & Lencaster, vencedora
do Concurso Internacional de Concepção da Rede
de Saneamento da Cidade do Porto. Este sistema consistia,
basicamente, na intercepção em 2 colectores
sob pressão e um gravítico que, na sua fase
inicial, conduzia os esgotos da cidade para um tanque de retenção
em Sobreiras de onde eram lançados na zona terminal
do Rio Douro, aproveitando a maré vazante.
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Este sistema permitiu durante
décadas controlar as descargas de águas residuais
no Douro, já que a corrente vazante os conduzia rapidamente
para o mar alto.
Enquadrado no âmbito do protocolo celebrado em 26 de
Julho de 1996 entre as autarquias e o Governo, para a drenagem
e tratamento de águas residuais na Área Metropolitana
do Porto, desenvolveu-se o projecto de despoluição
do troço final do rio Douro que consiste, nas suas
linhas fundamentais, na construção de 3 ETAR's
para tratamento dos esgotos produzidos por uma população
que poderá atingir, no ano horizonte de projecto (2035),
cerca de 620000 habitantes: a ETAR do Freixo recebe os esgotos
da parte Oriental da CIdade do Porto e da bacia do Rio Torto
em Gondomar (Subsistema Oriental); a ETAR de Sobreiras que
receberá os efluentes da parte Ocidental da Cidade
do Porto (Subsistema Ocidental), e a ETAR da Madalena que
receberá os efluentes de V.N. de Gaia. |